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Mulheres na programação

Fernando Vezzali
Escrito por Fernando Vezzali
Mulheres na programação
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No mundo da tecnologia, mais especificamente no desenvolvimento, não é novidade nenhuma que a grande maioria dos programadores é composta por homens. Estima-se que cerca de 89% do mercado de trabalho seja ocupado pelo gênero masculino. É fato também, que a área de desenvolvimento é um ambiente machista. Existem diferenças entre homens e mulheres na criação de códigos? Vamos destrinchar neste artigo como a comunidade de programação entende a diferença entre sexos.

Homens fazem códigos melhores?

As mulheres têm que muitas vezes sacrificar suas carreiras para cuidar da família, ter mais atenção no que vestir e controlar mais o seu comportamento, em comparação com homens. Isso pode por vezes demonstrar um grau de inferioridade não correspondente as capacidades femininas. A boa notícia é que as mulheres estão se libertando dos estereótipos e a cada dia mais é possível encontrar mulheres inseridas deste mundo fantástico.

Um estudo de 2016 que analisou mais de 3 milhões  de “pull requests” no Github chegou à conclusão de que o índice de aceitação de códigos escritos por mulheres é maior que os realizados por homens. Então aparentemente, a resposta para a pergunta não pode ser outra, senão um sonoro NÃO.

Os responsáveis pelo estudo ainda tentaram entender os resultados de forma a filtrar se as mulheres estavam escrevendo pequenas partes de código, ou se estavam realizando uma tarefa específica. Chegaram à conclusão de que os trabalhos realizados por elas eram semelhantes ao dos homens, o que reforça ainda mais a resposta dada anteriormente.

O mercado de trabalho para programadoras.

É justo dizer que costuma ser um desafio para programadoras crescerem no mercado de trabalho. Mas historicamente, nem sempre foi assim. Até meados dos anos 80, a quantidade de mulheres no mercado de tecnologia era muito superior, e até chegavam a ser maioria nos cursos de computação.

Isso mudou com o aparecimento dos primeiros computadores pessoais, o que criou um estereótipo masculinizado do setor, talvez pelo maior foco em games, já que culturalmente o mundo geek (onde se inseriu a tecnologia) era exclusivamente masculino, enquanto as meninas se ocupavam com bonecas e casinhas.

Mas as mulheres mudaram, e o mercado também. Elas buscam o seu lugar, e o mercado tenta reduzir a diferença de gêneros em seus setores de tecnologia. Além do que, também é necessário reduzir o preconceito que ocorre neste meio.

Segundo o PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) do IBGE, 20% dos cargos do setor de TI, é ocupado por mulheres. Algumas áreas do TI como a de UX (Experiência do Usuário) Designer e desenvolvimento web, mostram altas superiores a esta nos últimos anos. Elas também ocupam 15% dos cursos de Ciência e Engenharia da Computação.

Apesar de lenta, os números refletem uma tendência, de que é cada vez maior o número de mulheres em cargos de tecnologia, assim como em cargos de gestão e chefia.

Se o mercado é difícil para mulheres, como se desenvolver nele?

Espalhadas na internet do Brasil e do mundo, existem iniciativas que buscam facilitar o alcance da programação por mulheres. Essas ações visam também quebrar o paradigma imposto no setor de que o desenvolvimento é apenas voltado para os homens.

Vamos então ver algumas destas iniciativas e entender para quem elas são voltadas, focando é claro no público feminino.

ELAS_inTech

Vamos falar do ELAS_inTech, uma ideia de 2017 que conta com mais de 400 mulheres, sejam elas, designers, desenvolvedoras, criativas ou que tenham o sonho de empreender. É um movimento de colaboração e incentivo a mulher empreendedora que tem como principal objetivo o aumento de mulheres no mundo da tecnologia e TI. Conta com cursos, mentorias e desenvolvimento de fala e investimentos.

WoMakers Code

A WoMakers Code é uma iniciativa Gaúcha, que tem como principal objetivo incentivar as mulheres a participarem mais ativamente do mundo da tecnologia. Através de um desenvolvimento profissional e econômico. Realiza palestras e cursos para mulheres, além de disponibilizar mentorias para as participantes, aumentando o envolvimento delas. Realiza um trabalho a fim de diminuir as diferenças de gênero em um ambiente majoritariamente masculino.

PrograMaria

Um dos principais programas de inclusão feminina no mundo da tecnologia é o PrograMaria, iniciativa lançada em 2015, inicialmente pela jornalista Iana Chan como uma espécie de comunidade exclusiva para programadoras. Desde então o grupo criado identificou desafios tipicamente femininos, que muitas vezes espantam as mulheres desde universo, como falta de inspiração e o preconceito que domina o meio, reforçando a elas que a tecnologia é indiscutivelmente um setor masculino.

Diante dessas dificuldades, a iniciativa cresceu e se transformou em algo capaz de despertar o interesse feminino por programação. Hoje, realizando palestras, debates e oficinas de programação é capaz de engajar e aumentar a participação de mulheres na programação. Realizando parcerias com empresas o PrograMaria disponibiliza cursos para mulheres para que elas consigam desenvolver seus sites e aplicativos.

{reprograma}

Como foco em mulheres cis e trans, é uma iniciativa de impacto social que tem como objetivo diminuir a distância de gêneros na área de TI e com esse foco ensina mulheres informações sobre programação e tecnologia. Com um potencial crescente, o programa já formou mais de 110 mulheres, que agora podem programar e se inserir no mercado de trabalho. O programa conta com bootcamp online e presencial, ambos gratuitos, que ensinam linguagens modernas e adaptadas ao desenvolvimento de softwares e para a web.

PyLadies

Presente em vários países, a iniciativa PyLadies tem como objetivo instigar o acesso de mulheres na programação e na tecnologia, mudando a realidade que é encontrada no mercado. O foco é mostrar que mulheres podem revolucionar o mundo, mesmo sem ter o código fonte. O programa trabalha através de eventos e materiais para que mulheres possam criar suas aplicações e sites por elas mesmas.

Women Who Code

Agora passaremos pela iniciativa Women Who Code, que é uma ação internacional que oferece atalhos para o alcance profissional feminino. Ela tem a intensão de inspirar mulheres a entrar no universo da tecnologia e entre as ações estão projetos que visam educar empresários para que selecionem talentos femininos em suas empresas. A intenção é construir uma comunidade global onde o networking e mentorias facilitem a carreira de mulheres empoderadas profissionalmente.

Technovation Challenge

E por último, mas não menos importante temos a Technovation Challenge, que é uma competição tecnológica e de empreendimento, exclusiva para mulheres. Essa competição é dividida por regiões e posteriormente as vencedoras são convidadas a participar da edição de São Francisco, na Califórnia, onde acontece a grande final e as premiações. O desafio é para garotas de 10 a 18 anos que tem que criar e desenvolver aplicações que solucionem problemas em sua comunidade local.

No Brasil, a embaixadora da iniciativa possui um blog chamado, Mulheres na Computação, onde conta um pouco sobre a computação e compila uma série de informações sobre o mercado de trabalho e sobre como se inserir no mesmo.

Dicas para quem está iniciando

Estima-se que até 2020 o mercado de tecnologia dobre o número de vagas de trabalho, chegando a aproximadamente 1,4 milhão de requisições profissionais. Mas o segmento tem uma tremenda carência de profissionais, devendo sobrar do número citado anteriormente, cerca de 400 mil vagas, o que mostra que há demanda para ambos os gêneros.

Mas se você é menina ou menino, é preciso se atentar a algumas dicas na hora de decidir o que estudar e como entra no mercado de trabalho. Isso é, caso queira aproveitar o ótimo momento que nos espera para a área que tanto amamos:

  1. Primeiro, aprenda Inglês. Já falei anteriormente que a programação é o novo inglês, mas isso não significa que o domínio da língua não seja tão importante quanto os conhecimentos específicos para aproveitar as melhores oportunidades que surgirem no mercado.
  2. Participe de Comunidades. Sozinho você aprende muito, mas em grupo se aprende muito mais. Se envolva com profissionais que tem o que te adicionar e participe de grupos que buscam um conhecimento em comum. Isso irá te ajudar e te fornecerá amizades importantes na hora do aperto.
  3. Crie suas coisas. Faça seu site, um sistema que gerencie seu negócio, sua identidade visual e sua marca. Se precisar de ajuda, lembre-se da comunidade, ajudar um ao outro é uma das funções desse tipo de networking. Após aprender criando o seu, acredito que já esteja pronto para começar a oferecer esses serviços por aí.
  4. Saiba testar suas habilidades. O mito de que nunca se deve realizar um trabalho gratuito é falso. O que é verdade, é que você deve saber quais trabalhos gratuitos você deve prestar para alavancar sua carreira. Você não é uma instituição de caridade, e mesmo que fosse, ainda assim teria que pagar as contas. Analise todos os fatores, e se eles trouxerem benefícios, porque não? O vantajoso realmente é que estes tipos de projetos podem ser uma ótima forma de aprender coisas novas e testar as habilidades que você aprendeu anteriormente.
  5. Atualize-se. Se tem uma área que nunca para, é a área da tecnologia. Ainda estamos nos acostumando com um lançamento e outro sai logo em seguida para nos confundir. Se você não estiver antenado, não participar de treinamentos, não realizar networkings com a comunidade e não treinar suas novas habilidades, fica ainda mais confuso. Não se esqueça que após algum curso ou experiência em projetos você deve atualizar seu portfólio e mostrar ao mundo o que você sabe fazer de novo!

Entendemos o mercado e um pouco do porquê as mulheres possuem um índice de adesão baixo na área de tecnologia. O mercado de trabalho está aberto a ambos os sexos e se você é mulher ainda existem alternativas que podem te ajudar a entrar e se apaixonar por essa área que nos encanta tanto.

E você menino ou menina, conhece mais alguma particularidade do mercado que queira adicionar ou alguma iniciativa que pode ajudar ainda mais as mulheres nesse universo? Deixe nos comentários e vamos criar mais um networking na minha e na sua carreira.

Até logo!

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